domingo, 31 de março de 2013

Contabilidade Ambiental [Parte 05_05]

Luiz Panhoca(*)
Este é o quinto artigo de uma série que discute relações ente a contabilidade e o ambiente. Em artigos anteriores falamos sobre o feijão e tangenciamos a legalidade.
Lélio Braga Calhau[1] diz que “o meio ambiente, bem jurídico tutelado constitucionalmente[2], enfrenta hoje uma importante discussão sobre a efetividade[3] da sua proteção jurídica, seja ela: civil, administrativa ou penal”.
Na verdade um crime ambiental é como uma singularidade interior, que não é visível de fora, pois está envolvida pelo horizonte de eventos.

Contabilidade Ambiental [Parte 04_05]

Luiz Panhoca(*)

Este é o quarto artigo de uma série que discute relações ente a contabilidade e o ambiente. Alguns a classificam de Contabilidade Ambiental. Os artigos anteriores caso interessem ao leitor encontra-se neste blog.
Falamos da relação da ligação da contabilidade com a informação. Entretanto, o maior desafio é fazer com que se crie uma consciência da imensa riqueza coletiva que traria o acesso à informação. Como escreveu Riccardo Petrela “o bem comum é representado pela existência do outro.”
Recentemente lemos que nosso tradicional feijão é motivo de denuncias e insinuações sobre incidência desmedida de “coisicidas” (acaricidas, bactericidas, inseticidas, herbicidas, pesticidas, fungicidas).

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

“Baixa contábil”, “Limpeza contábil”: os perigos da banalização

Lauro Brito de Almeida, Dr. EAC|FEA|USP(1)
É usual, inclusive entre os contadores, o uso do termo “baixa contábil”. Os analistas de mercado são mais debochados e recentemente cunharam o termo “limpeza contábil”, neste caso abrangendo, também, os eventos relacionados ao reconhecimento de futuras perdas, quer por ações fiscais ou não.
O mote para esta digressão é o texto publicado na edição do jornal Valor Econômico de 21/12/2012, com o título: “Vale pode fechar trimestre com prejuízo” ilustra bem essa situação. O texto trata do reconhecimento de perda com investimentos feitos em um projeto de níquel em Onça Puma no Pará.
É preocupante como somos hábeis na arte de banalizar situações, quer como um processo de desacreditar alguém, uma ideia ou simplesmente se esquivar de algo. Noto com muita frequência na imprensa, o uso incorreto de "baixa contábil", "limpeza contábil", como se fosse algo, do tipo, "doe ou jogue fora o que você não usa".
O texto é enfático ao abordar a "baixa contábil":

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Previsões, projeções e chutes: consultem o oráculo!

Lauro Brito de Almeida, Dr. EAC|FEA|USP(1)
Recorrentemente somos brindados por previsões, em geral catastróficas, sobre todos os tipos de assuntos. As previsões econômicas são as mais frequentes, em especial na nossa mídia, quer especializada em negócios ou não.
As previsões sobre economia  são as que mais despertam a minha curiosidade. Em especial as veiculadas ao final do ano.  As previsões econômicas são feitas pelos

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Impostos na nota fiscal: o copo esta meio cheio ou meio vazio?

Lauro Brito de Almeida, Dr. EAC|FEA|USP(1)

Nos meses de novembro e dezembro a mídia fartou-se em explorar o assunto "discriminação de impostos na nota fiscal". A Folha de São Paulo, apenas para citar um veículo, em sua edição de 11/12/2012, no Caderno Mercado informa que o " Projeto de Lei 12.741/2007 (que trata da discriminação dos impostos/tributos nas notas fiscais) foi sancionada  pela presidente Dilma com vetos."

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

MP 579/2012... um festival de assimetria de informação

Lauro Brito de Almeida, Dr. EAC|FEA|USP(1)
Caro leitor, como eu, você também notou que a edição da MP 579/2012 tem provocado lances dignos dos bons filmes de suspense que retratam a época da guerra fria. Os interesses permeiam e orientam as informações divulgadas e amplificadas nas mídias. É interessante como cada um busca defender o seu quinhão, aparentemente, sem maiores preocupações com o país, sociedade etc [como sou utópico!].
Nessa balbúrdia, sinto falta de textos com análises isentas, sem viés. De um lado, os "analistas de mercado" [ou serão, vendedores, corretores de ações?!]. De outro, empresas de consultorias, auditores e grandes bancas de advocacia especializada no assunto. Cada um dos interessados, de olho no gordo filão de assessoria, utiliza o privilegiado espaço na mídia [inacessível para os mortais comum, como este escriba], e nas suas posições um mensagem subliminar de venda: "Eu sou o mais competente para defender seus interesses". É só uma constatação.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Contabilidade Ambiental [Parte 03_05]


Luiz Panhoca(*)
Este é o terceiro artigo de uma série que discute relações ente a contabilidade e o ambiente. Alguns a classificam de Contabilidade Ambiental. Os artigos anteriores caso interessem ao leitor encontra-se neste blog.
No primeiro artigo tratamos da dificuldade de se definir e, mais ainda, contabilizar a sustentabilidade. No segundo abordamos se as informações explicitam as duvidas dos interessados.
Dentre as contribuições da contabilidade para o conhecimento podemos destacar entre muitas o Método das Partidas Dobradas, ou Método Veneziano descrito por Luca Pacioli no livro "Summa de Arithmetica, Geometria proportioni et propornaliti" em 1494. Não é uma troca como muitos podem pensar...., é questão de fontes ou origens e aplicações. A um “investimento sempre existe um financiador”.